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10 de novembro | 15:31

7° Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante se destaca por corpo técnico experiente e inovador

O 7° Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante, realizado nesta semana em Salvador (BA), quebrou paradigmas pelo corpo técnico experiente e inovador e pelo nível das informações técnicas apresentadas durante as palestras. A afirmação é de Eder Robson Passarinho, participante do evento.

“Foi um momento singular, onde expertises reuniram-se para debater os rumos e o futuro da prospecção kimberlítica no Brasil. Foram apresentados trabalhos desenvolvidos no Brasil pelas instituições: CPRM, CBPM, Universidades e representantes de Portugal e Angola. Este simpósio contou com cerca de 200 participantes”, declarou o geólogo sênior e consultor independente em entrevista por e-mail à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral (ABPM).

De acordo com ele, foi destacada nas apresentações contribuição de empresas como De Beers, Rio Tinto e BHP Billiton no desenvolvimento das pesquisas para diamante primário em kimberlitos no Brasil, entre as décadas de 1960 até 1990, nos Cratons do São Francisco, Amazônico, do São Luiz e Luiz Alves, tendo sido descobertos ao longo de 30 anos mais de 1.300 intrusões kimberlíticas.

“As apresentações demonstrando o sucesso da prospecção kimberlítica no norte do Canadá nas décadas 1990 até atualmente, com a descoberta de pequenas minas de diamantes em kimberlitos altamente mineralizados e portadores de diamantes com excepcional qualidade, fora do modelo geológico dos kimberlitos sul africanos, reforçam o potencial do Brasil e o reposiciona, como futuro produtor no mercado global de diamante primário”, disse.

De acordo com o geólogo, a partir do final da década de 1990 até recentemente, três empresas juniores, que são Lipari, Five Star e GAR Mineração, destacam-se no desenvolvimento e detalhamento de prospectos não desenvolvidos por majors como De Beers, entre outras, resultando na descoberta da primeira mina de diamantes em kimberlito das Américas, pela empresa Lipari (maior produtora de diamantes do Brasil), no kimberlito Braúna, em Nordestina (BA).

Outros projetos com possibilidades de serem viabilizados como novas minas estão em desenvolvimento no Pará (Jaibaras) e Goiás (Catalão), ambos da Five Star e em Minas Gerais nos municípios de Romaria e Monte Carmelo, em aluviões e intrusões kimberlíticas vulcanoclásticas, por meio da empresa GAR Mineração.

Segundo Passarinho, em respeito aos princípios da gestão sustentável, a Five Star apresentou sua política de responsabilidade ambiental, de modo a agilizar a liberação das licenças ambientais que possibilitou a implantação e desenvolvimento da fase de pré-avaliação da mina Catalão 01 em tempo recorde. “O modelo de gestão da Five Star cumpre todos os requisitos ambientais aplicáveis, investindo em conhecimento técnico-científico e numa área de grande potencial em Ouvidor (GO). São perceptíveis os avanços decorrentes da atuação da empresa no cenário nacional, seguindo as normas e padrões estabelecidos em lei”, afirmou.

Ele também ressaltou a contribuição das empresas ADP, SRK, Flottweg, SGS Geosol e TOMRA, seus avanços tecnológicos aliados à utilização de modernos equipamentos para o aprimoramento dos processos, tais como: utilização de drones em aerogeofísica, automação em minas underground e utilização do XRT na recuperação dos diamantes no processamento do kimberlito, que possibilitarão a viabilidade de projetos promissores no Brasil em tempos de recursos financeiros escassos.

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