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06 de novembro | 19:41

Brasil está se reintroduzindo no cenário mundial de produção de diamantes

O Brasil está se reintroduzindo no cenário mundial de produção de diamantes com a mina Braúna, da Lipari Mineração. Ela é a única produtora de diamantes primários das Américas e colocou o Estado da Bahia como maior produtor de diamante do Brasil. O tema foi discutido pelo presidente da mineradora ontem (5), durante o 7° Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante.

Ken Jonhson destacou o desenvolvimento da prospecção kimberlítica sem queimar etapas e disse que acredita no potencial diamantífero para kimberlitos no Brasil. Ele também citou a capacitação e o treinamento dos profissionais envolvidos no projeto da Lipari.

Saiba mais sobre o primeiro dia de evento:

A palestra de Valdir Silveira, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), debateu a contribuição da CPRM para a prospecção kimberlítica com o desenvolvimento do Projeto Diamante Brasil e citou o estabelecimento de parceria da CPRM com universidades e empresas na interpretação dos dados existentes e disponíveis no banco de dados de kimberlito, produzidos pelas empresas de prospecção nos últimos 40 anos.

Já Paul Zimnisk, da Paul Zimnisk Diamond Analytics, abordou a tendência de crescimento da demanda mundial de diamantes, impulsionada pelo crescimento das economias da China e da Índia; o aumento da oferta de diamantes sintéticos pela China; a mudança do perfil de consumidor americano, com redução do número de matrimônios e preferência pelos projetos com produção de diamantes maior 0,5 cts e coloridos.

Ele também falou sobre o comércio mundial de diamantes; as principais minas de diamantes; o declínio da produção; o possível fechamento de Argyle; a perda da hegemonia da De Beers, além da entrada de novos players.

Os projetos da Five Star Diamond no Brasil foram expostos por Frederico Bernardez. Ele apresentou os desenvolvimentos de pesquisa no projeto Catalão 01 e da planta piloto para tratamento do saprolito do Catalão 01. Bernardez falou sobre a recuperação de micro diamantes na fusão cáustica no CAT 01; a recuperação de macro diamantes com planta piloto no CAT-01; a certificação da alta qualidade dos diamantes do CAT 01 na Bélgica e a previsão de montagem da segunda planta para desenvolvimento da mina no Projeto Catalão.

José Ricardo Pisani, da Prime Diamond Mineração, palestrou sobre o desenvolvimento de projetos de diamantes em aluvião com parceria Sul Africana; o baixo CAPEX e OPEX em exploração de aluviões, aplicando novas tecnologias e a reavaliação de potenciais províncias kimberlíticas no Brasil, posteriormente ele debateu sobre o potencial de exploração de kimberlítica no Brasil a ser explorado; a interpretação dos dados existentes e os exemplos de sucesso no Canadá e em Botsuana.

Já Monielle Martins, da Lipari Mineração, destacou o potencial de exploração do kimberlito Carolina em Espigão do Oeste (RO) e o potencial de exploração kimberlítica no Distrito Diamantífero de Pimenta Bueno (RO).

A sétima palestra foi de Juliano Magalhães Macedo, da GAR Mineração. Ele falou sobre o potencial de exploração de kimberlitos e aluviões em Romaria e Monte Carmelo, ambos em Minas Gerais.

Já Germano Passos, da Sema/MT, falou sobre a Província Diamantífera de Juína, no Mato Grosso: histórico de produção, tipos de depósitos e novas fronteiras exploratórias, segued de Victor Podvysotsky, da Alrosa, que abordou os diamantes primários do Cretáceo de Juína, destacando a abundância de indicadores kimberlíticos e os aluviões diamantíferos.

Luiz Fernando Cavalcante, da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), debateu a prospecção de diamantes na Bahia pela empresa. Ele mostrou os trabalhos desenvolvidos na Chapada Diamantina e Distritos Diamantíferos e também falou sobre a não descoberta de fontes primárias durante a pesquisa.

A última palestra do primeiro dia do evento foi da Vantage Mineração. Harrison Cookenboo discutiu sobre o Projeto Diamante Juína, falando sobre granadas eclogíticas em amostras de aluvião e o potencial para diamantes em rochas eclogíticas.

Sobre o simpósio: O 7° Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante acontece até sexta-feira (9) em Salvador, na Bahia. As informações que estão nesta matéria foram enviadas pelo geólogo Eder Robson Passarinho, que está participando do evento. Ao longo da semana, seguiremos com notícias do evento.

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