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07 de novembro | 22:36

CPRM destaca necessidade de manter o Projeto Diamante Brasil em seminário na Bahia

O Serviço Geológico do Brasil (CPRM) destacou a importância do Projeto Diamante Brasil durante o 7° Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante, realizado na Bahia. Em palestra realizada ontem (7), Francisco Valdir Siqueira abordou a geração de novos produtos ou conhecimentos a partir do uso das informações disponíveis, em parcerias com universidades e empresas, gerando novos alvos prospectivos para diamante primário.

O projeto possui informações importantes e atualizadas com áreas potenciais para prospecção e exploração de diamantes, além de reunir em um banco de dados informações geológicas, geofísicas, geoquímicas, petrográficas e econômicas dessas áreas pesquisadas.

Além deste assunto, também foram debatidos outros, como as perspectivas sobre estratégias de exploração e avaliação de diamantes. Martin Doyle, da Diamond Exploration Consultant, abordou, em sua palestra, a criação do cartel De Beers; o controle da produção e comercialização de diamantes; o desenvolvimento de métodos de prospecção kimberlítica; a criação de laboratório para análise das amostras dos projetos a nível mundial;a ligação do sucesso do resultado com o volume das amostras de kimberlito tratadas; a importância atual das pequenas intrusões kimberlíticas com teores econômicos e os novos conceitos na interpretação dos resultados de química mineral.

Já Nadya Miranda, da Agência Nacional de Mineração (ANM), falou sobre as modernizações introduzidas no CPK. Ela detalhou o início das negociações de ingresso do Brasil na SCPK; a desburocratização para agilizar emissão do certificado (CPK) e também a redução do tempo de emissão do CPK, objetivo é sair de 90 para 3 dias, os representantes criticaram o tempo demasiado atual, que isto "matou o mercado” de diamantes.

José Paulo Donatti Filho, da Lipari Mineração, abordou a datação do kimberlito Braúna através de xenocristais de zircão, colocando-o como o mais antigo entre os kimberlitos Neoproterozóicos; a definição do modelo geológico do kimberlito Braúna a partir da sondagem, com furos de até 560 metros de profundidade; e a definição de dois Fácies no kimberlito Braúna (Coherent e Vulcanoclástico).

A quinta palestra, de Rodrigo Amaral Lanfranchi, da Agência Nacional de Mineração (ANM), foi sobre o potencial de mineralizações diamantíferas na Bahia utilizando dados multiformes. Ele explicou o que são dados multiformes; as divergências de dados do CPRM e do Mapa Metalogenético e as mudanças de paradigmas. Também falou sobre as ocorrências de diamantes na Bahia e as ocorrências diamantíferas na Chapada Diamantina, no Médio Itapecuru e Baixo Sul.

Leila Benitez, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), palestrou sobre a caracterização de lotes de diamantes do NW do São Francisco e Província do Alto Paranaíba, em Minas Gerais e as populações de diamantes com características distintas.

Já a sétima palestra de Ricardo Kalikowski, da Fageo, abordou a química de indicadores minerais e geotermobarometria da Intrusão Kimberlítica Santa Fé 3. Ele disse que o kimberlito Santa Fé 3 foi definido como Brecha Kimberlítica Vulcanoclástica e que os dados de geotermobarometria confirmam a desfavorabilidade do kimberlito Santa Fé ser diamantífero.

Luis Chambel Cardoso, da Sinese, falou sobre as potencialidades e os desafios da exploração de diamantes eluvionares e de kimberlitos em Angola.

Em mais um dia de evento, também foram discutidos assuntos como o uso de centrífugas nas operações de tratamento de diamantes, com Daniel Soboleski, da Flottweg do Brasil, e as granadas mantélicas da Província Kimberlítica Moana-Tinguins fora do campo de estabilidade do diamante, com Izaac Cabral Neto, da CPRM.

Sobre o simpósio: O 7° Simpósio Brasileiro de Geologia do Diamante acontece até sexta-feira (9) em Salvador, na Bahia. As informações que estão nesta matéria foram enviadas pelo geólogo Eder Robson Passarinho, que está participando do evento. Ao longo da semana, seguiremos com notícias do simpósio.  

 

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