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21 de fevereiro | 21:25

INB tem financiamento aprovado para explorar minérios de urânio e terras-raras

A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) teve financiamento aprovado pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para desenvolver tecnologia para tratar e explorar minérios de urânio e terras-raras a partir de rejeitos da  primeira unidade brasileira de mineração e beneficiamento de urânio, em Caldas (MG), que está desativada há mais de 20 anos. O projeto deve começar em quatro anos.

Segundo a Finep, foram aprovados R$ 32 milhões pelo programa Inova Mineral, ao custo de TJLP mais 1,5% ao ano. Outros R$ 2,5 milhões em subvenção (recursos não reembolsáveis) estão em aprovação. A INB investirá mais R$ 8 milhões de recursos próprios no projeto, que inclui a tecnologia de recuperação e uma planta piloto.

A unidade de Caldas produzia concentrado de urânio, chamado "yellow cake", para a usina de Angra 1. Em 1995, a unidade foi desativada após constatação de sua inviabilidade econômica. O local tem bacias de contenção de rejeitos, com resíduos radioativos na cava da mina. Por isso, é motivo de preocupação e monitoramento.

Segundo Maurício Syrio, superintendente de Inovação em Indústria, Engenharia e Serviços da Finep, a ideia é que o projeto esteja em operação dentro de quatro anos. "O que está como rejeito, vai se tornar produto. É algo economicamente interessante. E a ideia é resolver a questão ambiental", disse o superintendente.

O presidente da INB, Reinaldo Gonzaga, disse que o projeto é uma parceria com a Finep e o BNDES, dentro do programa Inova Mineral. Ele explicou que as conversas estão avançando, mas "ainda não assinamos o processo". A INB diz fazer monitoramento constante das instalações, solo e águas da região. No local está hoje instalado o Laboratório Ambiental de Análises Químicas e Radiológicas, que faz análises do monitoramento do meio ambiente em áreas onde funcionam as unidades da INB na Bahia, no Ceará, em Minas Gerais e em São Paulo.

Há seis anos, a INB apresentou plano de recuperação ambiental da área desenvolvido pela empresa Golder Associates. A recuperação ambiental da área envolveria recursos de cerca de R$ 400 milhões ao longo de quase vinte anos. As informações são do Valor Econômico.

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