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11 de julho | 22:30

ITV testa tecnologia que reduz umidade do minério de ferro

Pesquisadores do Instituto Tecnológico Vale Mineração (ITV) realizaram testes em escala industrial de uma tecnologia com potencial para reduzir o volume de água no processo de produção de minério de ferro e, da mesma forma, baratear os custos. O objetivo do instituto é minimizar os impactos causados pela umidade no processo de produção da commodity.

Segundo o ITV, por meio da injeção de ar quente e seco no chute de transferência, equipamento fechado onde é realizada a mudança de direção das correias transportadoras, o projeto consegue atingir a redução moderada da umidade no minério sinter feed em até 1,8%.

Depois de dez anos de estudo sobre formas economicamente viáveis de reduzir a umidade do minério, a equipe concluiu com sucesso a primeira parte de testes em escala industrial entre os dias 27 de março e 16 de abril no porto da Companhia Portuária Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada em 7 de julho.

“Enquanto ele [o processo de redução] estiver realizando a mudança de direção por meio do chute de transferência, o ar quente e seco estará sendo lançado sobre minério de ferro, em contracorrente”, explica Thiago Souza, pesquisador do ITV Mineração.

A presença da água no minério acontece por duas formas: pela própria composição física do produto ou pelo beneficiamento do ferro realizado a úmido. Além dos custos para minimizar os efeitos da umidade, do frete e do desconto pela venda do minério à base seca no porto de destino, o volume de água no ferro pode representar outras despesas para nossa empresa.

“Se a umidade ultrapassar o limite estabelecido pela legislação internacional da Transportable Moisture Limit (TML), há riscos para a estabilidade do navio, que, em casos extremos, pode até emborcar. No carregamento da embarcação, quando o limite da TML é ultrapassado, o comandante é soberano e pode suspender a operação. É preciso correr contra o tempo com ações de blendagem (mistura) de minério no pátio e de trens que apresentem teores de umidade mais baixos e, assim, reduzir a umidade e retomar o carregamento. Isso tudo representa perda por lucro cessante”, explica Thiago.

Para consolidar os excelentes resultados obtidos nos primeiros testes, os pesquisadores realizarão outros processos de validação. Com a inovação, inscrita em solicitações de patente em órgãos governamentais de propriedade industrial de oito países, incluindo o Brasil, a Vale agrega mais competitividade ao seu produto, além de maior valor e segurança. As informações são do ITV.

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