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08 de maio | 23:12

Mineração e setor de máquinas se preparam para a retomada pós Covid-19

Em debate virtual (webinar) ocorrido na tarde de quarta-feira (6), foi discutido “o Papel da Mineração na retomada da economia brasileira”. O evento contou com as participações de Sandro Mabel - presidente do COMIN/CNI e da FIEG e José Velloso - presidente executivo do SINDIMAQ/ABIMAQ como debatedores, e teve como mediador Luís Maurício Azevedo - presidente da ABPM e vice-presidente do COMIN/CNI. Na oportunidade, os dirigentes das entidades empresariais expuseram as suas visões sobre como enfrentar a crise do Covid no contexto atual e trabalhar na retomada da atividade econômica. 

Após uma breve apresentação dos debatedores e uma introdução feita mediador Luís Azevedo, Sandro Mabel comentou sobre a importância da mineração na sociedade atual, o seu peso na economia, na balança comercial e na geração de emprego e renda. Falou que a mineração é de fato um pujante segmento da atividade econômica nacional. Fornece bens minerais como insumo para a indústria de transformação, para a agricultura e para a construção civil incluindo cerca de 80 cadeias industriais que utilizam o insumo mineral no seu processo produtivo. Também, Mabel comentou que o setor mineral emprega cerca de 180 mil trabalhadores diretos e cada emprego direto gera 13 empregos indiretos nas cadeias de base mineral.

No contexto atual, há restrições de infraestrutura, logísticas e alto custo de energia. Outra dificuldade é que embora tenha havido avanços recentes na ANM, há excesso de burocracia na gestão setorial e nos licenciamentos ambientais. No país, falta capital de risco nacional e internacional para investimento no setor e inexiste políticas de incentivos a verticalização, com grande ociosidade da indústria de transformação.

O presidente do Comin/CNI destacou, ainda, a dependência de insumos minerais para agricultura (fertilizantes) e pediu tratamento diferenciado para todas cadeias de produtos minerais críticas, pois, atualmente, não se observam a peculiaridades de cada segmento, concluindo a sua avaliação afirmando que a cobrança da CFEM não considera a capacidade contributiva de cada substância mineral com alíquotas iguais para substâncias de alto e baixo valor agregado.

Considerando essa realidade, “temos que ter um plano de retomada e desenvolvimento da mineração, que leve em conta o retorno da atividade econômica, com um ambiente de negócios atrativo, que possa superar a dificuldade das empresas e que garanta a competitividade a indústria”, afirmou Mabel.

Ao propor o Plano de Retomada, Sandro Mabel afirmou que três eixos devem ser considerados, como: o fortalecimento da atividade de mineração no país; o adensamento produtivo com agregação de valor; e a Promoção da inovação e do desenvolvimento tecnológico nacional na mineração.

José Veloso iniciou a sua fala afirmando que o país perdeu o vigor de sua indústria e que precisamos intensificar um processo de “reindustrialização”. Para Veloso, o Brasil não está renovando o seu parque industrial, o qual vem sendo sucateado nos últimos trinta anos, com flagrante estagnação da produtividade, associado a baixa taxa de investimento.

O presidente da Abimaq afirmou que o país precisa resgatar o papel estratégico da mineração, eliminando gargalos e ineficiências. Que considera fundamental  uma política para o desenvolvimento do setor mineral, a qual deveria contemplar um plano de investimentos em bens de capital modernos, de forma a garantir segurança, eficiência e produtividade nas operações. “O parque industrial existente precisa ser renovado e deve-se substituir equipamentos obsoletos e improdutivos para se buscar uma mineração sustentável”, destacou Veloso.

Sandro Mabel, ao retomar a palavra, afirmou que “temos que criar a “onda da mineração”, gerando renda e retomar os níveis de emprego. José Veloso destacou a necessidade de se cobrar do governo e superar o custo brasil, que onera o capital e afasta os investimentos em infraestrutura. “Tem que ser um Plano Made in Brazil”, concluiu Veloso.

A webinar aconteceu por duas horas e contou com um público de cerca de 280 pessoas, as quais fizeram perguntas aos debatedores sobre os pontos discutidos e sobre suas dúvidas.

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