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13 de novembro | 10:53

Presidente da ABPM defende o fortalecimento do setor mineral brasileiro

Luís Maurício Azevedo integrou o time de lideranças que discutiram os caminhos da mineração no Brasil em evento nesta quinta-feira

O presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa Mineral e Mineração (ABPM), Luis Maurício Azevedo, participou, na manhã desta quinta-feira (12), do evento Caminhos para a Mineração no Brasil, organizado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e revista In The Mine. As palestras foram transmitidas pelo canal no YouTube da CBPM, com mediação da editora da revista, Tébis Oliveira.

Azevedo argumentou que a maior marca da pandemia de Covid-19, junto ao lamentável número de mortes, é o rebaixamento da posição econômica do Brasil no mundo. “Estávamos entre as maiores dez potências e não temos dúvidas que sairemos desse grupo, o que será mais uma adversidade a ser enfrentada nesse primeiro momento”, argumentou. “O Brasil precisa contar com o setor mineral, com a agricultura e resgatar o setor da indústria e de serviços. Só conseguiremos voltar a figurar nesse grupo se todos nos unirmos”, ponderou o presidente.

Para Azevedo, a mineração tem um grande papel socioeconômico a desempenhar e os desafios são enormes. A matriz mineral é extremamente concentrada e essa concentração econômica em poucas empresas, para o presidente, é, talvez, a principal barreira. “Pouco podemos fazer para nos desvencilhar dessas amarras e isso é lamentável, porque cada vez mais os grandes conglomerados tendem a utilizar menos gente e a se mecanizar mais”, opinou Azevedo. “E o nosso problema, que é ultrapassar a barreira social que separa os ricos dos pobres no Brasil, continua a crescer”, completou.

O grande desafio, de acordo com o presidente, é criar uma nova mineração. “E eu acho que é tempo de pensar em como fazê-la. Quando criamos a ABPM, esse era o objetivo – dar oportunidade a essa diversidade de novos, pequenos e médios, projetos”, relembrou. Azevedo admitiu a adversidade que a pandemia impôs a esse caminho, mesmo com o fortalecimento da Agência Nacional de Mineração (ANM).

No entanto, apesar do momento, o presidente ressaltou o avanço alcançado, com a criação do Conselho Temático de Mineração (COMIN) na Confederação Nacional das Indústrias (CNI). “Conseguimos, com o COMIN/CNI, dar forma uma luta de sete anos. E foi fundamental. Eu acredito que a mineração não poderia ter contribuído da maneira que o fez se não tivéssemos o Conselho”, elogiou Azevedo, destacando o trabalho em conjunto do Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, e do Secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Alexandre Vidigal, juntamente às lideranças do COMIN. “E conseguimos ultrapassar esse período de pandemia com relativa pacificação e produção, mantendo as mineradoras produzindo de forma segura”, avaliou.

Para o presidente, a pandemia mudou a ótica mundial. “O ouro, por exemplo, não estava tanto em voga e alcançou preços estratosféricos, por conta do endividamento dos Estados, que levou o mercado a se retrair e buscar o lastro da moeda. Isso agora deve mudar.” Azevedo citou a eleição dos Estados Unidos como amostra de uma nova realidade, já que a pauta de política do presidente recém-eleito, Joe Biden, não inclui o resgate da indústria do carvão e da siderurgia do país, como a do presidente Donald Trump. “Ele acredita no uso de energias. Então cabe ao Brasil se antecipar, porque temos um potencial desconhecido”, destacou. “Precisamos mostrar ao mundo esse celeiro e que somos capazes de oferecer os novos metais, como os elementos que serão usados nas novas baterias e catalisadores. Podemos abastecer o mundo e a nós mesmos”, argumentou o presidente.

Por fim, Azevedo destacou que o setor mineral precisa se desvencilhar de problemas antigos, como o fardo regulatório, o qual afasta capital e permite a manutenção de quem está produzindo, mas impede aqueles que querem vir para o Brasil. “A balança comercial e a taxa de câmbio nos ajudam momentaneamente, mas isso é ruim, porque leva ao desemprego e ao aumento da inflação”, opinou.  

Para o presidente, o Brasil precisa se abrir para entender o que está acontecendo no mundo. O momento de alinhamento de países bem-sucedidos na mineração com o futuro presidente estadunidense mostra que o Brasil, se souber se realinhar diplomática e economicamente, poderá tirar proveito da situação. “O maior exemplo é certo litígio entre China e Austrália, e cabe ao Brasil prestigiar suas relações com o governo australiano e estreitar as relações com a China, nosso maior parceiro comercial”, finalizou.

Também participaram da webinar, o diretor-geral da ANM, Vitor Bicca, o Presidente do Conselho do IBRAM, Wilson Brumer, O Presidente do Sindicado da Industria Extrativa da Bahia, Paulo Misk e o Presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm.

 

Assista ao evento na íntegra

 

 

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